Recuperação das drogas é difícil, mas plenamente possível

A sociedade e a família brasileira sempre olharam para a dependência química como uma sentença de morte ou com estigma de que o indivíduo que possui esta doença está fadado ao fracasso, a problemas intermináveis, muitas vezes sem solução, e até à morte. Mas não é bem assim. A recuperação das drogas é difícil, mas plenamente possível. E as mesmas estatísticas que nos mostram uma visão alarmante da realidade também podem ser fontes de esperança.

Analisando estatísticas por outra perspectiva

Primeiro, vamos falar sobre os dados que deixam todo mundo de cabelo em pé: de acordo com o mais recente Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em torno de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas e necessitam de tratamento.

O número de usuários de drogas ilícitas é estimado globalmente em 210 milhões de pessoas ao ano, das quais pelo menos 200.000 morrem em decorrência do uso.

Olhando friamente, assusta, não é?

Porém, tem um outro dado escondido aí que pouca gente fala e as pessoas não costumam olhar com atenção. Dos 210 milhões de usuários de drogas ao ano, 209.800 que usam não morrem. Ou seja, o índice de fatalidade chega a ser menor do que as expectativas menos otimistas de recuperação de drogas.

Claro, obviamente toda vida importa e as vidas perdidas graças ao uso, abuso ou dependência de drogas devem ser lamentadas. E que se continue trabalhando para que este número seja reduzido cada vez mais esta letalidade.

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Porém, é fato que graças a uma série de fatores – desde a conscientização em torno do assunto até as possibilidades de tratamento -, as pessoas costumam, em algum momento da jornada construírem uma perspectiva de vida mais saudável.

E o que fazer se a pessoa voltar a usar drogas?

É óbvio que o caminho é difícil, sobretudo no que se refere ao crack. Um mês após o tratamento, 65% dos usuários voltam a consumir a droga, de acordo com a publicação americana Journal of Addictive Diseases. Após 3 meses, o lapso – que não chega a ser uma recaída, mas sim o uso, ainda que pontual -, de acordo com o mesmo periódico, chega a 86,4%.

E o que fazer se a pessoa não se reabilita em sua primeira vez para um processo de recuperação numa clínica de reabilitação? Tenta novamente. E se não der? Insiste mais uma vez. Se o índice de mortalidade é menor do que a possibilidade de reabilitação, é sinal de que vale a pena usar todas as forças para ajudar a pessoa a se recuperar.

O apoio das pessoas próximas é essencial na recuperação da dependência química

Cabe aos familiares, amigos, pessoas próximas pensarem nisso antes de concluírem que a situação daquele ente querido não tem solução. Ainda mais sabendo que este apoio é o que pode fazer toda a diferença e ser determinante para sua recuperação da dependência de drogas.

Se você conhece alguém que passa por problemas com drogas, não desista. Procure ajuda! Nós, da Clinica de recuperação Saúde Premium temos toda a estrutura e profissionais capacitados para atendê-lo.