Clínicas de recuperação gratuitas: o que você precisa saber

 

A primeira coisa que você precisa saber sobre clínicas de recuperação públicas é que, no Brasil, elas não existem. Em termos de tratamento da dependência química com internação, o que existem são vagas em comunidades terapêuticas financiadas pelo Governo Federal. Outro modelo de assistência são os Centros de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD), que oferecem atendimento ambulatorial.

 

Como funcionam as vagas financiadas pelo Governo em clínicas de recuperação do SUS

 A rede de atenção a dependentes químicos é ampla e complexa. Em muitos casos, apenas o tratamento ambulatorial não é o suficiente. Quando o uso é crônico e quando o usuário representa risco a si e a outras pessoas, há necessidade de internação.

Como o Governo não possui estrutura própria, acaba financiando os tratamentos com internação em clinicas de recuperação.

De início, eram cerca de 2 mil vagas.  Porém, a partir da lei Nº 13.840, DE 5 DE JUNHO DE 2019, algumas coisas mudaram em relação a política sobre drogas, inclusive o número de vagas financiadas com recursos públicos, que subiu para 23.832.

As vagas são assim distribuídas pela Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), do Ministério da Cidadania:

Na distribuição geográfica das comunidades habilitadas pelo país, o maior número está na região Sudeste, com 161 entidades. Em seguida, o Sul aparece com 139 instituições credenciadas, enquanto o Nordeste teve 124 propostas selecionadas. O Centro-Oeste tem 41 comunidades aprovadas e a região Norte, 27.

Para que o dependente químico tenha acesso a uma vaga financiada, é preciso primeiro acessar o site do Ministério da Cidadania e conferir no mapa interativo onde há vagas disponíveis.

A adesão e permanência são voluntárias e o ingresso nelas dependerá, sempre, de avaliação médica, a ser realizada com prioridade na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Como funciona o Centro de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas

A partir da lei No 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001, que dispunha sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, teve início um movimento que redirecionava o modelo assistencial em saúde mental, englobando a rede de atenção a usuários de drogas.

A legislação então vigente trazia diretrizes que regulamentava o tratamento de dependentes químicos, permitindo o tratamento com internação em casos específicos, abrindo mais espaço para o tratamento sem internação.

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Com isso, foram criados os Centros de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD), atuando de forma ambulatorial, basicamente na redução de danos em locais em que o uso de drogas era mais concentrado.

Hoje, depois da nova lei de 2019, existem cerca de 400 em atividade no Brasil.

E o que fazer se não há clínicas de recuperação públicas?

Como o número de vagas é limitado e o atendimento na rede de CAPS-AD não abrange casos mais graves, a clínica de recuperação particular de reabilitação é um apoio muito forte ao usuário de drogas e à sua família. Considerando que em Clínicas de Tratamento como o Saúde Premium o paciente conta com a estrutura adequada, com profissionais especialistas e capacitados, com um programa focado na recuperação, estas instituições acabam ocupando uma lacuna que, infelizmente, ainda não é coberta pelo atendimento público.

Como escolher a clínica de recuperação ideal

Depois de períodos turbulentos, em que muitos locais que se diziam para tratamento de dependência química surgiram na internet revelando-se serem apenas instituições caça níqueis, com estrutura inadequada e sem profissionais qualificados, muitas foram fechadas. Mas ainda é preciso ficar muito atendo para não ser enganado, uma vez que estamos falando da vida de uma pessoa que já está em risco por conta do uso de drogas.

Assim, é preciso ter critério ao escolher uma clínica de reabilitação, incluindo: 

1 – Fazer uma pesquisa básica pela reputação da instituição na internet

2 – Conferir se a instituição é liberada pelos órgãos competentes

3 – Verificar se os profissionais (de terapeutas, enfermeiros à médicos) são especializados

4 – Buscar compreender como é feito o tratamento

5 – Ter a total transparência sobre todos os processos do tratamento, da internação aos medicamentos receitados, por parte da instituição.

Quer saber mais detalhes? Entre em contato com a gente na Clínica de Recuperação e Tratamento Saúde Premium.