Clínica de Recuperação: porque tratar o dependente químico é necessário

Clínica de Recuperação: porque tratar o dependente químico é necessário

Davi Tomasi

Clínica de Recuperação: porque tratar o dependente químico é necessário

Ainda que a reabilitação de uma pessoa com dependência química seja difícil, pesquisas mostram que tratar o dependente em uma clínica de recuperação é o melhor caminho para que ele leve uma vida mais saudável. Além de significar uma perspectiva para o indivíduo, o impacto é positivo também para sua família e pessoas próximas, sugerem estudos.

Todo mundo conhece alguém

Os números de dependentes químicos no Brasil preocupam, sabemos. De acordo com pesquisa da Unifesp, 28 milhões de pessoas têm algum parente dependente químico no País. Considerando que é um tipo de doença que afeta não apenas o dependente, mas também as pessoas ao redor, a maior parte dos brasileiros, de alguma maneira, sofre pela ocorrência da dependência química em casa. E o que fazer diante deste cenário? Deixar que o problema atinja níveis irreversíveis? Claro que não.

Clínica de recuperação é aliada

Se há estatísticas desfavoráveis por um lado, por outro há números que podem oferecer esperança para as famílias que convivem com a dependência química dentro de casa. De acordo com publicação do Senado Federal, o tratamento de pessoas com algum tipo de dependência em clínicas de recuperação surte efeito entre 40% e 80%, pelo menos durante um bom período depois da abordagem terapêutica.

Este êxito no tratamento acontece por vários motivos. Quando realizado em clínica de recuperação com equipe terapêutica especializada, com ambiente adequado, com atendimento 24h, como o Centro de Tratamento Saúde Premium, as chances de reabilitação aumentam consideravelmente.

Além da clínica, a família tem papel fundamental

De acordo com o mesmo estudo da Unifesp, o tempo médio de uso das substâncias químicas é de 13 anos, mas a família percebe apenas 8,8 anos, em média.

A partir da descoberta da família, o tempo médio para a busca de ajuda após o conhecimento do consumo de álcool ou outras drogas é de 3 anos. Em relação ao alcoolismo, a procura por tratamento ocorre apenas 7,3 anos após a família entender que a pessoa passa por problemas com álcool.

Isso quer dizer que, de maneira geral, há uma demora para buscar ajuda e isso pode comprometer a saúde do usuário. Se considerarmos que quanto mais grave a dependência, mais difícil o tratamento e maiores as possibilidades de desenvolver outras doenças (depressão, comprometimento cerebral, desnutrição), o correto é optar pelo tratamento o quanto antes.

Resistência ao procurar clínicas de tratamento

Muitas famílias relutam a procurar tratamento por conta do preconceito. Ainda há, em alguns ambientes familiares, a visão estigmatizada por parte da família, do tipo: “O que vão pensar se colocar meu filho em uma clínica?”; ou “internação é para ‘loucos’ e meu filho não é!”.

Em outra direção, há famílias que não buscam tratar por conta de mitos que se perpetuaram em relação à clínicas de recuperação, como entidades que obrigam os pacientes a trabalhos forçados, que prendem, que maltratam.

Porém, hoje as clínicas as clínicas estão cada dia mais profissionais. O Centro de Tratamento Saúde Premium, que mantém uma estrutura de excelência, profissionais altamente capacitados que são autorizadas e recorrentemente fiscalizadas pelas entidades governamentais, é uma prova disso.

Por outro lado, desde que o CID 10, F-14 estabeleceu a dependência química como doença, os mitos que cercavam os usuários de drogas começaram a cair por terra.

Assim, pode-se concluir que apesar de ser um problema de saúde pública grave, a dependência química é algo que pode ser tratada, com o auxílio de uma clínica de recuperação. A questão não é se os familiares devem ou não buscar este tratamento, mas sim quando. E, como vimos, quanto mais rápido, melhor.