Clínica de reabilitação particular

Clínica de reabilitação particular: porque ela é necessária

Ao contrário de muitos países que já avançaram em direção a priorizar uma visão em relação às drogas considerando a prevenção e atenção aos usuários, o Brasil ainda foca sua política predominantemente no combate ao tráfico. O que, diga-se, não tem se mostrado muito eficiente. Com isso, recursos para a ponta que mais precisa de apoio, o usuário, são ínfimos, considerando o tamanho do país. Por isso, a existência da clínica de reabilitação particular é tão importante quanto necessária.

 

Clínica de reabilitação particular – Nova lei trouxe avanços, mas deixou lacunas

A partir da nova lei sobre drogas, LEI Nº 13.840, DE 5 DE JUNHO DE 2019, algumas coisas mudaram em relação a política sobre drogas. Mas o grosso dos recursos ainda está no combate ao tráfico. Segundo o próprio Governo Federal, ao longo de 2020, foram repassados R$ 1,2 bilhão aos estados para compra de equipamentos, viaturas, sistemas e capacitações dos profissionais de segurança pública.

Comparando esses valores com os investimentos em tratamento da dependência química público, é ainda muito pouco. O Brasil possui somente 406 Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) em funcionamento.  O CAPS-AD é um serviço público de atenção diária, que embora tenha como prática o tratamento ambulatorial dos usuários e como filosofia sua reinserção familiar, social e comunitária, desempenha uma ação muito mais efetiva na redução de danos.

 

Financiamento público para internações em Clínica de reabilitação é baixo

Por outro lado, apesar de a lei contemplar auxílio para clínicas de reabilitação particular maior que em anos anteriores, o número de vagas para internação é pequeno: 11 mil vagas distribuídas pelo território nacional financiadas pelo governo federal.

Dessa forma, considerando que segundo o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas promovido pela Fundação Oswaldo Cruz, o Brasil possuía 3,5 milhões de usuários na época em que a pesquisa foi divulgada, em 2019, as possibilidades públicas de tratamento são mínimas. Mesmo se recortarmos somente pelo uso de crack, que foi de 208 mil pessoas nos 30 dias anteriores ao levantamento, 11 mil vagas dão conta de menos de 10% desta demanda.

A situação não se mostrava muito animadora no que diz respeito à rede de tratamento de dependência química pública. Com a pandemia, tudo se agravou, já que o uso de drogas acabou sendo intensificado e, com isso, a busca por tratamento da dependência química durante o surto de coronavírus também. Somente no Rio Grande do Sul, em 2020, por exemplo, o número de usuários atendidos em todos os CAPS-AD do estado aumentou em 18%, com 7.392 pessoas, sobrecarregando o sistema.

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Clínica de reabilitação particular  ocupa lacuna deixada por poder público

Por estas e outras razões, a clínica de reabilitação particular é um apoio muito forte ao dependente químico e à sua família. Considerando que em Clínicas de Recuperação como a Clínica de recuperação Saúde Premium o paciente conta com a estrutura adequada, com profissionais especialistas e capacitados, com um programa focado na recuperação, estas instituições acabam ocupando uma lacuna que, infelizmente, ainda não é coberta pelo atendimento público.